2010-09-27

Não venda seu voto, mas também o dê a quem é digno do cargo!




Entramos na reta final da campanha eleitoral e já nos encaminhamos para o ato de eleger, para o dia da votação quando elegeremos àqueles que governarão o país pelo próximo quadriênio de anos, com exceção dos senadores que têm o mandato de oito anos. Sabemos que os candidatos ao Governo do Estado e à Presidência da República podem ir para o segundo turno, caso não atinjam no primeiro turno o percentual que lhes garantam já a vitória.

Nossas escolhas foram feitas a partir daquilo que lemos, estudamos, escutamos e refletimos. Essas nossas escolhas maturadas devem ser mais ainda sustentadas e protegidas dos que, imoralmente, podem tentar nos seduzir de tantas formas e meios. Isto acontece, de forma especial e lamentavelmente, com os eleitores menos instruídos quando recebem propostas para venderem o voto, mas também com os instruídos. As pesquisas mostraram que 80% dos eleitores cearenses não venderiam seu voto de última hora, no entanto, infelizmente, quando se trata de trocar esse voto por um tratamento de saúde ou por um emprego, os dados são alterados. O eleitor está mais consciente da importância da honestidade do seu voto, mas permanece vulnerável quando se trata daquelas necessidades e direitos que já deveriam ter sido sanados pelo Estado: o direito ao tratamento de saúde e ao emprego.

O povo brasileiro se encantou com o governo de Lula, e em parte com razão. Talvez isso explique o fato da candidata Dilma (PT) não ter caído nas pesquisas, mesmo após a forte campanha de grupos pró-vida e de um vasto seguimento da sociedade que defende os direitos fundamentais, a ordem moral e ética dos princípios, os quais não podem se deixar levar pelas ideologias e pelos interesses de um grupo minoritário. Muito se tem alertado dos perigos de se apoiar um governo que põe em cheque o direito à vida por parte do nascituro, ainda que não tenha sido desejada pelos progenitores, a salvaguarda do direito da complementaridade entre homem e mulher para o matrimônio e ainda o cultivo dos bons costumes de uma nação que tem suas raízes na fé cristã, sendo o seu exercício um direito assegurado, como também seus princípios pela Constituição Brasileira e pela Lei Canônica.

O povo tem consciência que a vida do brasileiro melhorou de alguma forma, mas existe “um mundo” a se progredir no processo para um Brasil justo e solidário, pois, muito mais graves são as questões éticas que devem ser revistas e outras asseguradas de forma incondicional, o que não tem acontecido no governo do PT, constituindo assim parte da sua vulnerabilidade. No entanto, o fato de ainda termos um eleitor que contempla o seu voto vulnerável às necessidades que lhe são negadas é preocupante. Não poucas são as deformações na consciência política dos brasileiros quando as questões éticas e morais são, tantas vezes, substituíveis por um salário melhor, uma consulta médica, um emprego, uns trocados por baixo dos panos. Louváveis são os trabalhos da Igreja, dos cidadãos conscientes e da Justiça Eleitoral nesse processo de conduzir o eleitor à sua responsabilidade. A reflexão crítica e a capacidade de influenciarmos positivamente as consciências de milhares de católicos e cidadãos no Brasil, não podem retroceder. Não venda seu voto, caro eleitor, mas também o dê a quem é digno do cargo e pode melhor representar não a si mesmo e seus interesses, mas às necessidades do povo brasileiro.

Antonio Marcos

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