2010-09-01

Descubramos Jesus verdadeiramente encarnado nas páginas das Sagradas Escrituras


Chegado o mês de setembro, a Igreja intensifica junto aos fiéis a promoção da leitura, a reflexão, a oração e o anúncio da Palavra de Deus. Neste primeiro artigo, já tratando da temática das Escrituras, decido começar falando a partir da rica colaboração que nos tem dado o Papa Bento XVI ao longo de seu pontificado nas tantas homilias e discursos surpreendentes como veremos alguns mais adiante, mas também de suas publicações teológicas. No ano de 2007 o Papa nos presenteou com a brilhante obra teológica “Jesus de Nazaré”, primeira parte (Do Batismo do Jordão à Transfiguração). Lembro que o lançamento desta obra se deu logo posterior à onda de publicações sobre a temática do Jesus Histórico. Por toda parte se encontrava uma vasta literatura e as temáticas midiáticas não ocupavam outro assunto, se não que a verdadeira identidade de Jesus estava nesta ou naquela descoberta científica. Tudo parecia fascinante e, na verdade, até mesmo católicos instruídos foram seduzidos pelas novidades. Certas obras pareciam querer desacreditar ou ofuscar a credibilidade dos Evangelhos e do Magistério da Igreja em nos garantir - por direito divino - a autenticidade da interpretação. Não há contradição: nos Evangelhos está o Jesus real!

Quem não teve a oportunidade de ler esta obra fascinante de Bento XVI, “um fruto da sua procura pessoal do rosto do Senhor (cf. Sl 27,8), não um ato de magistério petrino”, esta é uma feliz oportunidade para dela se aproximar. Nesta ocasião o livro Jesus de Nazaré, depois das Sagradas Escrituras e do documento Conciliar “Dei Verbum”, deve ser o mais indicado, cuja leitura não pode ficar fora de nossa reflexão para crescer no conhecimento da identidade de Jesus segundo o Evangelho e não das concepções modernas, não desconsiderando a contribuição da ciência. É simples, parece óbvio, mas era necessário ver o papa afirmar que “o seu livro – diferente das novas concepções científicas - vê Jesus a partir da comunhão com o Pai, a qual é o centro autêntico da sua personalidade, sem a qual nada se pode compreender e a partir da qual Ele se torna presente para nós até hoje” (Prefácio). O Papa rebate a afirmação de um renomado teólogo quando diz que “Os Evangelhos querem por assim dizer revestir com carne o Filho de Deus misteriosamente aparecido sobre a terra” e, na verdade, diz o pontífice: “Eles não precisaram de O ‘revestir’ com carne, Ele tinha realmente encarnado” (Prefácio). Que durante o mês da Bíblia, de forma particular, façamos esta experiência: descubramos Jesus verdadeiramente encarnado nas páginas das Sagradas Escrituras. O objetivo de uma boa leitura deve ser sempre o de despertar em nós o desejo de estarmos com a Palavra de Deus. Então, gratidão ao papa, pois é isto que faz seu livro Jesus de Nazaré.

Antonio Marcos

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