2010-09-26

As nossas teias de relações


Ficamos sempre admirados a contemplar essa mística de estarmos ligados aos outros pelos laços de fraternidade e de amizade. Estes devem seguir o ritmo da natural expansão, desde que não nos isolemos e nos fechemos em nós mesmos. A convivência em determinado grupo social colabora nesse processo.

Observamos que as nossas relações formais ou informais, familiares, de trabalho ou de amizade são pontes para novas experiências. Penso que quase ninguém duvida da “química”, do “mistério” e da ação divina que ocorre quando nossas teias de relações se entrelaçam a outras e quase sempre por amigos e amigas nossas. Costumo dizer que a leitura de uma boa literatura é mesmo uma viagem pelo universo da cultura e a descoberta e participação de  uma nova pessoa nas nossas vidas é mais que cultura, é rejuvenescimento do corpo e da alma, é algo divino, feliz, construtivo. Claro, as boas relações superam as más, as que se aproveitam e que pensam somente em si mesmos, ou ainda as que não entendem de fidelidade, de respeito e desprendimento.

Por falar de desprendimento, louva-se aos amigos que sabem viver esse extraordinário dom, o despojar-se de seus interesses até lícitos, mas, principalmente, dos mesquinhos. Em tempo onde se cultiva tanto o individualismo e a posse de coisas e pessoas não é fácil viver essa liberdade nas relações de fraternidade e amizade, mas são possíveis e necessárias. Cada pessoa é única e irrepetível. Cada amigo tem seu valor, sua originalidade, seu lugar, seu encanto e o seu DNA de coração quando ama e quando manifesta o carinho na amizade. Essas teias, nossas teias de relações são universos que nos edificam e nos constroem. Essas teias, nossas teias de relações rompem o anonimato e evidenciam o que temos de melhor, a capacidade de amar e de recomeçar sempre.

Antonio Marcos

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