O Halleluya é o rosto jovem de uma Igreja jovem e viva

Escrito Por Antonio Marcos na quinta-feira, julho 01, 2010 Sem Comentários



O Halleluya não pode ser considerado como uma “Igreja de Massa”, termo usado pela crítica católica para apontar as brechas de uma espiritualidade carismática que não corresponde com a realidade concreta das pessoas e sociedade.  Por “Igreja de Massa” se compreende uma fé que é contabilizada não pelos frutos concretos, mas pela euforia do excesso de contingente.
Tudo bem, alegramo-nos também pelas 400 mil pessoas que passam somente na noite do sábado pelo Halleluya. No entanto, o número de pessoas no Halleluya nunca foi e nunca será o centro e o objetivo do evento. Sim, queremos que cada ano esse número aumente porque serão mais pessoas que podem conhecer o amor de Deus e terem suas vidas transformadas. O Halleluya é “um evento de massa” que possibilita, através de tudo que é evangélico lá proposto, a um número grande de pessoas que fazem o encontro pessoal com Jesus Cristo, com o amor de Deus. Ainda que a grande maioria não passe a ter essa comunhão mais íntima de engajamento, não se pode dizer que o Halleluya seja uma experiência inútil.
Quando vemos milhares de adolescentes e jovens, não indo mais ao evento de carnaval fora de época na cidade de Fortaleza, mas escolhendo o Halleluya, então compreendemos que eles buscam a Deus, que estão fartos de um mundo que os seduz ao álcool, às drogas, à violência e à prostituição.  Por outro lado, o grande número de pessoas que acorrem ao Halleluya é um desafio para nós. Temos consciência como Igreja que esta é uma oportunidade ímpar de falar a tantos jovens ao mesmo tempo e dentro de uma diversidade de pensamentos, credos, condições sociais, cultura intelectual, etc. A responsabilidade na evangelização não é somente da Comunidade Católica Shalom, mas de todos os batizados conscientes de sua fé. Assim cremos que a Palavra de Deus anunciada no Halleluya pelos diversos meios e modos lá disponíveis, não são pérolas jogadas aos porcos, mas sementes lançadas a corações sedentos de Deus, que querem ser felizes.
Na verdade o Halleluya é o rosto jovem de uma Igreja jovem e viva, “não pulante”, mas que, pelo que é possível viver no Halleluya acaba sendo uma oportunidade feliz de elevação do coração e da alma para um degrau de vida digna, para a vocação fundamental, que é a vida cristã, a vida em Deus, a vida carregada de sentido e de norte. O nosso objetivo não é mostrar que aglomeramos pessoas, mas que estamos dando Deus às pessoas, um Deus de amor, um Deus que ama o homem e que está com ele, que o convida a ser Igreja, a empenhar-se pela paz no mundo, comprometido com os dramas da existência humana. O Halleluya é a alegria pulsante de uma vida que só tem sentido se for vivida em Deus e a favor dos outros.   
Antonio Marcos