A experiência do pecado nunca vale à pena!

Escrito Por Antonio Marcos na quarta-feira, julho 07, 2010 Sem Comentários

Quando o profeta Oséias diz que “os que semeiam ventos, colherão tempestades”, aproxima o nosso coração desta verdade, pois, com certeza, quem de nós nunca passou por isto? Quantas vezes caímos neste engano, de achar que nossas decisões pelo mal não nos prejudicariam tanto. Apesar de nossa consciência esclarecida, dos nossos valores, dos nossos planos e metas, o coração nem sempre seguiu o caminho do bem, infelizmente. “O bem que quero fazer, não o faço; Já o mal que não quero, faço”, diz o apóstolo Paulo.    
Este mal escolhido ou induzido foi, de alguma forma, cultivado dentro de nós. Ainda que não tenhamos plena consciência, quando o coração adormece da vigilância, certamente os espaços são oferecidos parta o mal. De uma maneira sutil somos facilmente enganados pelos sentidos, pelas circunstâncias e fatos. Nossa adesão ao mal, ao pecado, pode até parecer no momento, sem grandes prejuízos e contornáveis pelos nossos caprichos, no entanto, o pecado escolhido e cultivado tem raízes profundas e perversas, e nem sempre são captadas em curto prazo por nós. O que sabemos por experiência é que nunca vale à pena a experiência do pecado. Ele destrói com tanta facilidade e rapidez o que foi construído lentamente, com lágrimas, com orações e renúncias e com um processo de conversão paciente. E os resultados são evidentes: “os que semeiam ventos, colherão tempestades!”
Pecadores nós o somos e temos um advogado capaz de perdoar os nossos pecados, Jesus Cristo. Sua graça excede a qualquer mal. A graça está à nossa disposição através de todos os meios que Deus nos dispõe, mediante a sua Igreja, para a nossa salvação. De forma particular, no caso dos católicos, o arrependimento e a confissão sacramental são indispensáveis. Que fique claro para nós: o que vale a pena é o bem, é o amor, a pureza e a bondade. O que vale a pena é o nosso caminho de conversão, de santificação, vocação para a qual fomos criados no desígnio amoroso de Deus. Ainda que nos custe a dor da renúncia e a própria vida, o pecado nunca nos compensará em nada de bom. Portanto, que a esperança na misericórdia de Deus nunca desapareça de nossos corações. “Confia, Israel, no Senhor. Ele é teu auxílio e escudo! (Sl 113b/115). Somente a vida na luz e no amor de Deus vale a pena!  
Antonio Marcos