2010-06-01

A verdade é mais importante que a atualidade



Poucos teólogos na contemporaneidade escrevem de maneira tão concreta, profunda e simples ao mesmo tempo, como o teólogo Ratzinger (Papa Bento XVI). Dotado de uma extraordinária capacidade intelectual e de uma humildade impressionante, fruto de sua intimidade com Jesus, do seu amor e fidelidade à verdade, e da sua sensibilidade ao coração do homem de seu tempo. O Papa Bento XVI vem dialogando como ninguém, com o homem de hoje, nas suas dores e alegrias, sombras e luzes, angústias e esperanças e age assim não sozinho, mas com a Igreja e em nome dela.


Sem dúvida, a crítica intelectual tem buscado outros meios para ofuscar a voz de Bento XVI, mas, inevitavelmente, reconhece-se que este homem quando fala o faz com uma sabedoria ímpar. É certo que ninguém pode ter o controle das possibilidades de interpretações de suas palavras, também o papa não tem, mas que mesmo assim, quando distorcidas e incompreendidas ou mesmo quando se teve necessidade de correção, o papa Bento XVI não teve nenhum constrangimento de voltar atrás, como homem de Deus que primeiro dá o exemplo de humildade e autoridade maior da Igreja e como reconhecidamente um dos mais importantes expoentes da intelectualidade teológica.

Afirma o professor de teologia, Pe. Ramiro Pellitero (Universidade de Navarra): “Penso que, para ele, a coisa mais importante é a verdade e o bem, antes de outros valores legítimos, mas secundários, como a mera atualidade, a utilidade ou a dialética. Estes aspectos podem ser, à primeira vista mais atraentes, enquanto geram mais ‘notícia’; mas deveriam se colocar ao serviço das pessoas, ao serviço da verdade e do bem, da justiça e da paz. (...) Penso ainda que devemos prestar maior atenção ao que está falando o Papa. Seus gestos e palavras nos confirmam, como cristãos, na perene atualidade do Evangelho. Convidam-nos a mudar tantas coisas que devem ser mudadas, como conseqüência do amor a Deus e ao próximo. Um amor que necessariamente passa pela cruz, e que, também necessariamente, leva à felicidade.”

Antonio Marcos

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