2010-06-26

Que as fraquezas dos nossos amigos não nos desanimem!



As pessoas podem não saber expressarem o cultivo e a presença, mas elas nunca esquecem aqueles que imprimiram nelas experiências autênticas, quem as amaram. Por outro lado, construir relacionamentos é sempre um risco necessário e vital! Mas, uma vez vivendo suas consequências desconfortáveis não queiramos resolver os problemas da vida dos amigos ou mesmo assumi-los para nós. Podemos e devemos ser luzes na vida dos nossos amigos e irmãos, mas cada um precisa superar os seus traumas, frustrações e limites. Deixemos que as pessoas possam crescer e prosseguir na vida.

Se elas não conseguiram amar aqui e hoje, que também possamos motivá-las a não desistirem. Não fiquemos acumulando nos nossos corações frustrações, ressentimentos e culpas. Isso atinge nossa auto-estima e nos prejudica nos novos relacionamentos. Faz parte da escola dos relacionamentos o fracasso e a inconsistência, o desamor e a ingratidão de alguns a quem queríamos tão bem. Jesus que o diga… a “solidão” da cruz, com exceção da presença de Sua Mãe, de algumas mulheres e de João, os outros amigos desapareceram… um deles até o entregou… Que isso não gere desconfiança em nós para com os nossos amigos, mas preocupemo-nos em amar, fazer a nossa parte na dinâmica e no mistério da reciprocidade. Que as fraquezas dos nossos amigos não nos desanimem.

O amor de Deus em nós é maior que toda mesquinhez e ingratidão que alguém possa ter dedicado a nós. “As bondades do Senhor! Elas não terminaram! As suas ternuras não se esgotaram! Renovam-se a cada manhã. Grande é o teu amor, Senhor!” (cf. Lm 3,21-23). Os teus desígnios para amizade são sempre maravilhosos. Amizade é sempre um recomeço porque Deus nunca desiste de nós. Cada dia Ele recomeça no seu amor e na sua misericórdia para conosco!

Antonio Marcos

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