Não acredito que Deus possa revogar uma vocação dada

Escrito Por Antonio Marcos na domingo, junho 27, 2010 Sem Comentários


“Fostes chamados para a liberdade” e a liberdade é o amor (cf. Gl 5,1.13-18). Nós temos medo da liberdade e por isso gostamos muito das leis, porque nos oferecem segurança. As leis são feitas para as pessoas corajosas que também sabem modificá-las, mudá-las quando for necessário. Tanto é fraco e covarde quem desobedece às leis por qualquer motivo como quem as observa mesmo quando prejudicam a vida. Livre é quem não está dominado pelos seus pecados e instintos, aqueles que sabem viver colocando-se a serviço do amor e dos outros. 

Nas leituras deste XIII Domingo do Tempo Comum, encontramos a questão da liberdade, que cresce ao ponto de Jesus nos dizer claramente: “Quem se decide a seguir-me não pode voltar atrás” (cf. Lc 9,51-62). Cristo não voltou atrás, não chegou no meio do caminho que o levava ao calvário e, por medo, voltou.

Por que ter medo e procurar desculpas? Vá em frente. Parrtcularmente, não acredito que Deus possa revogar uma vocação dada; creio que Ele exige fidelidade até o fim, mesmo com derramamento de sangue. Por isso temos os mártires, não só os que doam a vida, mas também os mártires da fidelidade no matrimônio, na vida religiosa, na sacerdotal, etc. São estes os que, embora se sintam doídos por dentro, continuam o caminho da fidelidade e do amor. 

Pe. Sciadini, OCD. – Comentário Pão da Vida, XIII TC – Edições Shalom.