Maternidade e Igreja Doméstica não são retrocessos para a mulher

Escrito Por Antonio Marcos na sábado, junho 19, 2010 1 comment


A maternidade é constitutiva do ser feminino, está inserida no processo biológico e natural do seu ser como na sua personalidade. Toda mulher traz essa marca maravilhosa e nobilíssima, que é o dom da maternidade. Evidentemente são muitas as razões que fazem com que muitas mulheres não concretizem a maternidade biológica. Mesmo assim não estão destinadas à infelicidade e a não realização mais profunda. Portanto, não é justo dizer que a “identidade da mulher como mãe passou”. Ser dona de casa não é uma escravidão, mas motivo de alegrias para uma finitude de mulheres.
Infelizmente o percurso da história, os abusos, o papel da mulher relegado somente a isso (maternidade e vida doméstica), por considerá-la inferior e não digna de uma participação na vida civil e científica ou mesmo religiosa, tem machucado e colocado à desconfiança o dom e até a vocação de muitas mulheres que amam, livremente, a “economia doméstica”, construindo ali a “Igreja Doméstica”, e mesmo assim, não se sentem escravas do marido, rebaixadas e ridicularizadas, menos mulheres e menos colaboradoras do progresso. Temos que saber separar as coisas.
O que a Igreja e o mundo moderno não aceitam é o machismo e essa cultura de banalização dos altíssimos valores da mulher. Se uma pessoa que cuida da limpeza da rua (o Gari, como conhecemos), é digna de todo respeito e o que ele faz merece toda estima que um médico, o que dizer de uma mãe que ama o seu lar e quer livremente ou mesmo por necessidade se dedicar à sua Família? O progresso é bom e são louváveis as conquistas na promoção e missão da Mulher, o que é possível ver as inúmeras coisas boas e, ao mesmo tempo, as conseqüências devido às ideologias, os interesses econômicos e hedonistas que se escondem por trás do chamado “novo papel da mulher”, mas que não querem exaltar a dignidade da mulher, mas outros fins. É lamentável o que vemos hoje nesse aspecto. Considero que a maternidade e a vocação doméstica não são retrocessos no progresso da mulher. A vida nunca será um fardo, mas um dom de Deus. É preciso evitar os reducionismos prejudiciais à mulher, à família e à sociedade.
Antonio Marcos