2010-06-13

Crescer no amor

Se crescermos no amor de Deus, não lançaremos expectativas absurdas sobre os outros. Quando falo crescer no amor, refiro-me exatamente à ascese que tem que passar o amor humano. Evoluir do Eros ao Ágape (ao amor de altruísmo), não significa “destruir o Eros”, mas fazê-lo passar a níveis mais elevados. Isso nos fará distinguir o “Amor” dos “amores modernos”. (Vale aqui uma leitura da Encíclica “Deus Caritas Est”, do Papa Bento XVI).

Não precisamos sair por ai mendigando o amor dos outros. Isso nos desvaloriza e nos deixa à margem da compreensão de quem somos. O amor é um dom, um mandato do Senhor, uma missão, uma conquista e uma escolha. Por outro lado, podemos ir além no exercício do amor, principalmente nas situações de dor e frustrações, perseguições e indiferença. Crescer no amor é uma necessidade vital e que nos projeta para sermos livres, termos maior liberdade interior e não estar prisioneiros dos sentimentos e temperamentos dos outros. Ninguém dá o que não tem, portanto, cresçamos no amor para com os próximos e para com os que, por um desígnio da providência de Deus e não por acidente, passam em nossas vidas.

Peço sempre a Deus a graça de amar os que me são caros, mas peço também, principalmente, a graça de “amar no Seu amor” os que não conheço. As vezes não quero dar a vida pelo meu irmão, muito menos pelo meu inimigo. No entanto, não posso dizer que o amor “ao desconhecido e ao meu inimigo”, seja impossível para mim. O amor é uma escola, dizia João Paulo II. Quero crescer e amadurecer neste amor. Ele se traduz e cresce nas pequenas coisas do cotidiano, nas minhas atitudes e opções quando alicerçadas na consciência reta e na fé em Deus.

Antonio Marcos

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