2010-05-04

Ressentimentos eclesiais, um veneno mortal!

Por ressentimento eclesial quero me fazer entender ao falar de vomitórios irrefletidos acerca das fragilidades da Igreja, históricas ou atuais, principalmente. Claro que não podemos ficar simplesmente nos diagnósticos, mas, sobretudo, dar luzes e propostas concretas e que alimente a esperança e nova maneira de pensar os limites da Igreja como instituição também humana.

Penso que é preciso saber fazer a autocrítica e que o falar e o escrever sejam a partir de uma reflexão da realidade, não influenciada pelos meios de comunicação, o que parece quase impossível. Choca-nos os ressentimentos eclesiais de quem se diz amar a Igreja, mas não mede esforço para tratá-la somente como uma “meretriz” (prostituta), diferente do termo usado pelos Padres da Igreja: “Casta meretriz” (santa e pecadora). Também é verdade que não podemos viver de uma simples emoção eclesial, mas temos de viver o mistério da Igreja dentro do fascínio que nos traz ainda hoje o Cristianismo, porque sua mensagem fala de uma Pessoa, Jesus Cristo, nosso Salvador e Senhor.

A Igreja não tem todas as respostas para os problemas atuais, mas ela tem aquilo de mais importante que Jesus veio trazer, segundo a teologia de Ratzinger, que é o próprio Deus. Se temos a Deus temos o tudo de nossa existência, não como mágico solucionador de todos os problemas, mas como um Pai que respeita incondicionalmente a nossa liberdade. O hábito de pensar e refletir deve levar em consideração as feridas e sombras da Igreja, mas é injustificável fazer uma análise puramente pragmática e calculista, destituída de uma razão iluminada pela fé. Sim, ela é a “Casta Meretriz”, e conta sempre com os favores de Deus. Viver ressentido com a Igreja é mesmo um veneno mortal porque mina primeiramente a nós, nossa capacidade de vermos além das rugas históricas. Não obstante suas rugas, a Igreja é bela, é viva diz o Papa Bento XVI. Sim, querida Mãe Igreja que tanto amo, minhas faço as palavras de Judite: “O teu povo será o meu povo; o teu Deus será o meu Deus; ai onde morreres, também morrerei contigo!”

Antonio Marcos

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