2010-05-23

O amor livre e o problema da camisinha

Ninguém defendeu mais a vida na história do que a Igreja, basta se ler um pouco mais para se descobrir quantas vidas judias foram escondidas dentro do Vaticano para não serem mortas pelo exército de Hitler, por ordem do papa e contra até alguns prelados. Basta ler um pouco mais para se conhecer as denúncias nas palavras do papa da época; Basta se ler um pouco mais para se conhecer que a Igreja ama o homem, seja ele quem for e em que situação se encontre, porque assim ama Jesus. A Igreja também ama aquele que errou e pecou, inclusive o pedófilo e aquele que protesta contra Deus e contra a Igreja, ama quem riculariza o papa e até quem atenta contra ele, mas não pode concordar com o pecado, com o mal e com os enganos do homem. A Igreja condena o pecado, mas não o pecador.

Quando nossa consciência se encontra obscurecida e temerosa em ser original e pensar contra a maré, pensar a favor dos valores que dignificam o homem, então nossa revolta encontra um objeto de manifesto. Os vomitórios contra a Igreja são cheios de remorsos e desamor de quem fez suas opções erradas ou deixou que os outros as fizessem por si. “ Viva o amor livre!”… não sei se nossos filhos na prostituição, transando no leito matrimonial dos pais, abortando, desfigurados no corpo e na alma, despraparados para relações duradouras e construtivas, vazios de sentido e de maturidade humana, desfrutarão do que é ser gente fazendo desta expressão uma “bandeira de liberdade”.

O “problema da camisinha” é complexo porque envolve a dignidade da pessoa humana, o plano de Deus para a sexualidade, a beleza do namoro e vocação do sexo, a família e a sacralidade da vida. É complexo porque a sociedade capiltalista e hedonista combatem os valores morais, promovem a pobreza e a promiscuidade, injetam nas crianças, adolescentes e jovens o herotismo como uma droga que vicia e destrói, depois culpam a Igreja de retrógrada, moralista, querendo desautorizá-la a falar. Não se pode ter um juízo coerente dos dramas do homem de hoje com um olhar míope de si mesmo e da história. Não é fácil propor a verdade do Evangelho como verdadeiro caminho de felicidade, mas precisamos desta coragem. O Evangelho não humilha e nem escraviza, mas liberta e salva, devolve a vida em abundância.

Não temos o direito de julgar as pessoas e coagi-las ao que pensamos. O Evangelho é persuasão que apaixona e encanta. Por outro lado é sinal de pobreza intelectual e humana quando permito que “a lei do aqui e agora” determine o que é verdade só por causa dos alardes das situações concretas e das pesquisas. Temos de refletir, não somente nós que acreditamos que a camisinha “resolveria” apenas a satisfação do ego de quem não tem nenhum compromisso com os valores aqui citados e dos que precisam ganhar dinheiro com a banalização do sexo. A camisinha não resolve o desejo que nossos jovens têm pela verdade, pela pureza e pela castidade. A camisinha não resolve na proteção de um namoro em Deus, de salvaguardar os melhores sonhos de uma família que vocacione os filhos para a maturidade de quem aprendeu a amar, a esperar e a se sacrificar. No entanto, os que vomitam contra a Igreja sem a conhecê-la ou apenas conhecendo aquele “cristianismo do não”, deveriam se esforçar para escutá-la um pouco e perceber que há uma coerência no que é pedido para o homem viver, ainda que ele seja a sua própria instância maior de decisão, porque tem vontade e inteligência.

Quando a luz da fé operante não ilumina a inteligência, realmente se buscam soluções rápidas e aparentemente não incômodas para as dores do corpo e da alma. “A luz de Deus não diminuiu, o grão bom não foi sufocado pela semeadura da injustiça" (Bento XVI). Nem sempre o mais fácil é o mais seguro, e o corpo e alma não são uma questão de segurança, mas de vocação à felicidade nesta vida e à eternidade. Seguro mesmo é caminhar na luz de Deus. Não tenhamos medo!

Um comentário:

  1. bendito seja Deus,pelo seu Dom de escreve tão bem,tão maravilhoso!mts conversoes ainda viram por meio da sua arte de escrever!

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