2010-05-16

A Igreja Católica e os fundamentos da civilização


Parece que uma parte da imprensa se comporta mesmo como o urubu, ou seja, alimenta-se da carniça, do desastre dos outros, do que é motivo de infelicidade. Verdadeiros absurdos temos visto na imprensa brasileira com o drama da pedofilia. De forma alguma a imprensa pode ficar à margem dessa situação, visto que também ela é um instrumento necessário porque colaborador nas denúncias desses crimes e de outros. No entanto, o sensacionalismo e o descompromisso com a ética e a consciência das pessoas parecem como que carnes putrificadas à disposição dos urubus.

Vemos que não somente articulistas como o Arnaldo Jabor, por exemplo, atiram para todo lado, mas também uma imprensa descompromissada com os paradigmas coerentes, condizentes com os costumes e valores de um povo que pensa e que crer. Pior ainda quando esta imprensa está sobre a base religiosa e que acaba fazendo dos princípios religiosos uma fábrica de interesses. O que contemplamos, afinal, não é uma simples pontuação de audiência para uma emissora que especula e promove o sensacionalismo, mas a quebra dos paradigmas da sociedade, a colaboração na falta de sentido e na falta de fé. Tal sensacionalismo ajuda a desmoronar a base do imaginário religioso de um povo e violenta as convicções religiosas, abalando o chão em que nos encontramos.

Não é a Igreja Católica que perde, mas os fundamentos de uma civilização. Não é mais doloroso ver a Igreja Católica sofrendo com a fraqueza de seus filhos sacerdotes, do que ouvir as pessoas dizerem: vamos acreditar no que? Em quem? É esta desorientação e confusão na cabeça das pessoas o maior de todas as consequências. Pensar que um ateísmo-agnóstico acaba estando por trás dessas carnes putrificadas, aliás, ele mesmo é alimento dos urubus. Claro, não estou dizendo que uma pessoa que não crer seja desprezível, considerada como urubu, seria um julgamento absurdo e contra a caridade, mas estou afirmando que a tentativa de levar as pessoas ao descrédito de Deus, da religião, da Igreja e dos valores do Evangelho é alimento lucrativo economicamente e colaborador na desconstrução do que é bom, verdade e salvação. A migração da fé para a liberdade de optar em não crer mais é completamente diferente quando fruto de uma desorientação provocada pelo sensacionalismo, pelas carnes putrificadas que querem abalar os fundamentos da civilização. Mas a Igreja Católica e todos os homens que creem não estamos desorientados, sabemos de onde viemos, para onde iremos e qual a nossa missão em tempos como os nossos. Crer por amor e dar testemunho alegre da nossa fé é o coração desta missão.

Antonio Marcos

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