2010-05-29

As Jibóias, os carneirinhos e os amigos


 
Quem não se lembra do Pequeno Príncipe? Quem nunca leu esse livro tão maravilhoso e que imprime em nós, valores sobre o cultivo das relações, especialmente a amizade, de forma tão entusiasta?! Nestes dias estou relendo-o e impressionado com o que ele traduz nas páginas acerca da beleza de se ter um amigo, uma amiga, alguém a quem podemos confidenciar as nossas vidas, buscar refúgio e abrigo nos dias mais sombrios e alguém com quem não precisamos nos esforçar para ser entendido.

Os amigos são essas pessoas com quem Deus gosta de contar para cuidar de nós! Por isso é que eles amam tão parecidos com Deus que nos impressionam com a grandeza e pureza de seus corações. Eles nos deixam felizes por simplesmente existirem, como também quando estão conosco são tão autênticos, tão verdadeiros, brincam, são livres, conhecem-nos, gostam de nos fazer rir, e não perdem tempo em se preocupar conosco, são capazes de sofrerem e chorarem conosco. Quando querem nos dizer algo que é necessário, o fazem de tal forma que não nos sentimos cobrados ou agredidos. Tudo neles expressa o único interesse de nos fazer o bem e de nos ver felizes.

Os amigos, eles não se importam se não sabemos desenhar carneirinhos. Eles gostam mais do essencial, do coração, da alegria, do amor verdadeiro. Mas quando só sabemos desenhar uma jibóia digerindo um elefante e que parece mais um chapéu, eles também sabem valorizar e até veem além. Dizia o interlocutor do Pequeno Príncipe: “É triste esquecer um amigo. Nem todo mundo tem amigo. E eu corro o risco de ficar como as pessoas grandes, que só se interessam por números. Foi por causa disto que comprei uma caixa de tintas e alguns lápis também”. O Pequeno Príncipe, o amigo, conseguiu ver um carneirinho além de uma simples caixinha desenhada no papel com pequenos orifícios de entrada e saída do oxigênio. Seu interlocutor, feliz por ter agradado o Pequeno Príncipe com aquele simples desenho, faz a sua confissão: “Meu amigo nunca dava explicações. Julgava-me talvez semelhante a ele. Mas, infelizmente, não sei ver carneiro através de caixa. Sou um pouco como as pessoas grandes. Acho que envelheci”. São assim os amigos, surpreendem-nos com o que veem além daquilo que não conseguimos enxergar.

Desenhando jibóias ou carneirinhos, os nossos amigos sabem que o essencial se cultiva a partir da descoberta do que está dentro. Tudo o que se vive fora é para se cultivar o essencial: a amizade, o amor, a vocação a existirmos para alguém de forma única e irrepetível. Ah, eles também sempre nos desafiam na maneira de amar e nos questionam se estamos vivendo na simplicidade das crianças ou se envelhecemos, não vendo mais os carneirinhos através da caixa. Como é bom ter verdadeiros amigos!

Antonio Marcos

4 comentários:

  1. áaa..
    gostei em!
    e depois de tanta propaganda do livro...Me convenceu de ler tb!srrrs
    obg

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  2. Para entender: "O Pequeno Príncipe é um livro escrito pelo autor, jornalista e piloto francês Antoine de Saint-Exupéry. Foi escrito em 1943, um ano antes de sua morte. É sua obra mais conhecida. Do lado de fora parece ser um simples livro para crianças. O Pequeno Príncipe é na verdade um livro profundo, escrito de forma enigmática e metafórica. Um livro poético e filosófico sem igual. Esse livro foi traduzido para muitas outras línguas, sendo seu original em francês. Também dele foram feitos histórias para serem ouvidas, filmes e desenhos animados, além de adaptações" (Texto do site paralerepensar). Eu amo esse livro, acreditem! Para entender melhor as jobóias e os carneirinhos é preciso que se conheça o livro, então, mãos à obra, começe assim que puder e me escreva partilhando o que achou!

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  3. Que coincidência Antonio Marcos, eu acabei de reler "O Pequeno Principe" estes dias, justamente por que estava com medo de ter me tornado uma pessoa grande. Estava sem coragem de desenhar minha jibóia e não ter quem reconhecesse. O livro é fascinante,amo o diálogo do pequeno principe com a raposa, às vezes nos peparamos com pessoas que não aprenderam o real sentido do "TU te tornas responsável por aquilo que cativas". Quero reaprender sempre a amar e assim como as crinças não deixar que as decepções me impeçam de reconhecer os passos diferentes dos outros que me levam para fora. Abraços.Lili

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  4. Amigo,li o livro,e agora,fui também cativada,pelo pequeno principe!
    gostei muito quando o principezinho disse:
    "E quando te hoveres consolado(a gente smpre se consola),tu te sentirás contente por me teres conhecido.Tu serás sempre meu amigo.Terás vontade de rir comigo.E abrirás a janela à toa,por gosto...E teus amigos ficarão espantados de ouvir-te rir olhando o Céu."

    rrsr,lembrei mt de amigos,que mts vezes lembro de quando estavas perto de mim. Daquilo que vivi com eles.

    Obriga amigo.

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