Sinceramente, eu não entendo!

Escrito Por Antonio Marcos na sexta-feira, abril 30, 2010 Sem Comentários

Usar o púlpito para atacar não é sabedoria, mas burrice, autoritarismo e desperdício de um tempo tão importante para se falar da beleza da Palavra de Deus, do próprio amor de Deus e de sua misericórdia. Parece comum encontrarmos aqui e acolá alguns dos nossos queridos sacerdotes usando púlpito para “queimar” e humilhar os nossos irmãos Espíritas, Testemunhas de Jeová, Igreja Universal e adeptos das expressões de fé afro-descendentes. Será mesmo que ainda há espaço para esse tipo de atitude, principalmente por parte de quem recebeu o ofício de aproximar as pessoas da palavra de Deus e da acolhida às diferenças? Penso que não!
Passou o tempo de “Cristandade”, ou seja, o tempo em que todos eram católicos ou, pelo menos, faziam as obrigações e tradições religiosas, embora sem compromisso de mudança interior. Evidentemente não falo da relativização da verdade e da banalização das nossas convicções de Fé. Sou católico e creio no que minha Igreja ensina, na comunhão com a Santa Tradição, no fundamento da Palavra de Deus e de todos os irmãos de fé, mas, no entanto, não tenho o direito de outorgar a mim mesmo a posse da verdade, ao ponto de ridicularizar os outros, de condená-los. Os evangélicos, há 20 anos, faziam isto no Brasil e esperavam que hoje o Brasil inteiro seria Evangélico. A imagem de Nossa Senhora Aparecida é chutada em pleno canal de televisão de rede nacional e os católicos, justamente, se sentiram ofendidos, mas nada, absolutamente nada disso pode nos fazer passar para o lado da agressão, dos ataques e da baixeza espiritual. Temos a beleza da fé católica e todos os meios de salvação, portanto, a semente do Verbo está em outras religiões e o amor, somente o amor pode nos unir.
Não ataquemos os outros, mas respeitemos suas convicções. O testemunho alegre é a melhor forma de conquistar alguém para a verdade e jamais pelo proselitismo ou pela ridicularização do outro, pelo fato de pensar e crer diferente de mim. Quando isso acontece, principalmente do púlpito de nossas igrejas, sinceramente, eu não entendo!
Antonio Marcos