2010-04-27

Aprender com o erro não é um desastre, mas salvação!

Estamos a caminho porque fomos conquistados por um amor que não se iguala a nenhum outro e por isso queremos comunicar a sua novidade. Isso não nos isenta das possíveis penúrias e até dos fracassos, pois somos “postos à morte o dia todo” (Rm 8,36), mas nos faz viver tudo isto numa perspectiva diferente, com um coração e uma alma plasmados pela graça, vida da nossa vida. Necessitamos renovar o amor a Deus diariamente através dos meios indispensáveis que a Igreja nos oferece.

Não fiquemos sozinhos na vivência da fé porque ela não separa, não desintegra, não deforma, não embrutece o coração e a alma, mas nos lança para olharmos este mundo com esperança e um “sadio sofrimento” por causa do homem que sofre por não conhecer a Deus. Dá-lo aos homens, a começar com as pessoas que convivem conosco na família, no trabalho, na faculdade, nos relacionamentos diversos constituem a missão nobre da nossa experiência de fé.

Agindo assim sinalizamos que de fato a nossa fé não é alienante, romântica, mas concreta, palpável, prova de recebemos algo real quando a acolhemos. Isto explica a resposta de Jesus toda vez que o rejeitavam: “Preciso caminhar hoje, amanhã e depois de amanhã” (Lc 13,33). Não obstante nossos fracassos e quedas, dores e humilhações, temos de prosseguir o caminho. De nada adianta ficar a lamentar e se debruçar sobre os erros. Quando erramos as consequências podem até serem desastrosas, mas a oportunidade que Deus nos dá de aprendermos com o erro não é desastrosa, mas salvífica. É preciso coragem, muita coragem. É preciso seguir caminho hoje, amanhã e depois de amanhã.

Antonio Marcos

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