2010-04-27

Apesar de tudo, a vida é bela e digna de ser vivida


A linda música de Roberto Benigni do filme A Vida é Bela (1997), conta a saga do livreiro Guido que foi levado para o campo de concentração nazista, na Itália dos anos 40. Mesmo ciente da gravidade da situação, o pai conseguiu com muita imaginação transformar os horrores da rotina do campo de concentração em regras de uma gincana divertida, pelos menos aos olhos do filho de 6 anos. O intuito era proteger o filho do terror e da violência que os cercavam.

O filme traz o contraste entre as pedras e as flores, entre a vontade de ser feliz e a monstruosidade da guerra, entre o desejo do amanhecer e as agruras da noite longuíssima. Com espírito leve, porém crítico, comoveu platéias ao falar de um dos maiores dramas do século XX: o Holocausto. Benigni se disse influenciado, além de Charles Chaplin, por Leon Trótski, um dos artífices do socialismo russo. Em seu exílio no México, foragido de seu país, ameaçado de ser morto a qualquer momento, Trótski foi capaz de contemplar a mulher no jardim e escrever que, apesar de tudo, a vida é bela e digna de ser vivida.

O pai ia para a morte e se preocupava com a vida do filho. (...) É este otimismo incansável que impregna a história de Guido e de sua família, do começo ao fim, e a torna, como seu diretor disse, “um hino ao fato de sermos condenados a amar poeticamente a vida porque ela é bela.”

(Cartas entre Amigos, Chalita e Pe. Fábio,2009)

Um comentário:

  1. gosto muito desse filme e acho muito bonita e, sobretudo, inspiradora,a ideia passada por ele. uma forma de nos alertar o quão a vida é bela.

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