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Sobre os felizes

Olá, amigos e amigas leitoras, estamos de volta! Partilho com vocês esta Coluna me enviada no WhatsApp por uma amiga. Achei o texto muito interessante e agora disponibilizo pra você, no desejo de que sejamos pessoas felizes. #boaleitura


Existem pessoas admiráveis andando em passos firmes sobre a face da Terra. Grandes homens, grandes mulheres, sujeitos exemplares que superam toda desesperança. Tenho a sorte de conhecer vários deles, de ter muitos como amigos e costumo observar suas ações com dedicada atenção. Tento compreender como conseguem levar a vida de maneira tão superior à maioria, busco onde está o mistério, tento ler seus gestos e aprendo muito com eles.

De tanto observar, consegui descobrir alguns pontos em comum entre todos e o que mais me impressiona é que são felizes. A felicidade, essa meta por vezes impossível, é parte deles, está intrínseco. Vivem um dia após o outro desfrutando de uma alegria genuína, leve, discreta, plantada na alma como uma árvore de raízes que força nenhuma consegue arrancar.

Dos felizes que conheço, nenhum leva uma vida perfeita. Não são famosos. Nenhum é milionário, alguns vivem com muito pouco, inclusive. Nenhum tem saúde impecável, ou uma família sem problemas. Todos enfrentam e enfrentaram dissabores de várias ordens. Mas continuam discretamente felizes.

O primeiro hábito que eles tem em comum é a generosidade. Mais que isso: eles tem prazer em ajudar, dividir, doar. Ajudam com um sorriso imenso no rosto, com desejo verdadeiro e sentem-se bem o suficiente para nunca relembrar ou cobrar o que foi feito e jamais pedir algo em troca.

Os felizes costumam oferecer ajuda antes que se peça. Ficam inquietos com a dor do outro, querem colaborar de alguma maneira. São sensíveis e identificam as necessidades alheias mesmo antes de receber qualquer pedido. Os felizes, sobretudo, doam o próprio tempo, suas horas de vida, às vezes dividem o que tem, mesmo quando é muito pouco.

Eu também observo os infelizes e já fiz a contraprova: eles costumam ser egoístas. Negam qualquer pequeno favor. Reagem com irritação ao mínimo pedido. Quando fazem, não perdem a oportunidade de relembrar, quase cobram medalhas e passam o recibo. Não gostam de ter a rotina perturbada por solicitações dos outros. Se fazem uma bondade qualquer, calculam o benefício próprio e seguem assim, infelizes. Cada vez mais.

O segundo hábito notável dos felizes é a capacidade de explodir de alegria com o êxito dos outros. Os felizes vibram tanto com o sorriso alheio que parece um contágio. Eles costumam dizer: estou tão contente como se fosse comigo. Talvez seja um segredo de felicidade, até porque os infelizes fazem o contrário. Tratam rapidamente de encontrar um defeito no júbilo do outro, ou de ignorar a boa nova que acabaram de ouvir. E seguem infelizes.

O terceiro hábito dos felizes é saber aceitar. Principalmente aceitar o outro, com todas as suas imperfeições. Sabem ouvir sem julgar. Sabem opinar sem diminuir e sabem a hora de calar. Sobretudo, sabem rir do jeito de ser de seus amigos. Sorrir é uma forma sublime de dizer: amo você e todas as suas pequenas loucuras.

Escrevo essa crônica, grata e emocionada, relembrando o rosto dos homens e mulheres sublimes que passaram e que estão na minha vida, entoando seus nomes com a devoção de quem reza. Ainda não sou um dos felizes, mas sigo tentando. Sigo buscando aprender com eles a acender a luz genuína e perene de alegria na alma. Sigamos os felizes, pois eles sabem o caminho.

Fonte: Jornal O Povo (Colunas) – Fortaleza, 15/09/2015.
 

Quaresma: retorno para Deus!






Chega a Quaresma e na homilia (03/2 – Quarta-feira de Cinzas) o padre dizia: “A Quaresma é retorno. Seu sinônimo é volta para Deus”. E complementou: “Quaresma é retorno para a convivência fraterna, para a luz da fé, pra vida sacramental. Nada disso deve ser formalismo, nem farisaísmo, mas mergulho humilde na intimidade com Deus”.

Fiquei pensando nessas palavras e elas não me saíram da mente e do coração. Não sei a sua distância ou aproximação de Deus, como anda o seu coração, suas motivações, suas esperanças, sua alegria em ser de Deus e de servir a Deus. Eu só sei do que se passa comigo nesses aspectos e isso, eu diria, já é uma Quaresma, ou, já é fruto do desejo de viver a Quaresma. Olhar para si mesmo, bater no próprio peito e se reconhecer pecador e necessitado de retorno, ah, isso já é ação de Deus nesta quaresma.

Seu simbolismo e sua mensagem concreta vão além da dimensão mais pessoal e íntima, mas o  centro da quaresma é mesmo a volta para Deus. A meta é a Páscoa do Senhor, a atualização do mistério e da memória da nossa salvação. Portanto, resgatar a memória da nossa história, do que somos e do caminho a percorrer dentro da vontade de Deus são os maiores frutos da Quaresma como tempo de conversão. Esta conversão levará, consequentemente, ao compromisso com o outro, com os contextos nos quais estamos inseridos como missionários batizados, porém, isto só será possível se o nosso coração estiver em permanente retorno para Deus. Ele nos dê a sua graça. Feliz Quaresma!


Ant. Marcos
 

Uma vida a dois...



Uma vida a dois não fica mais fácil e nem mais difícil em nossos dias, assim decorre o meu pensar. O fato é que o valor que damos a quem conosco partilha a própria vida exige amor, decisão, comprometimento, criatividade no cultivo, respeito e leveza consciente com os limites. Exige ainda a necessária percepção que possibilita refletir e criar diálogo, que deve gerar correção, acolhida e recomeço.


Num contexto oposto dizemos que nada justifica “matar por amor”. A violência é fruto da covardia e vazio, desespero e banalidade com a vida. O vínculo assediado, invadido e destruído é dor dilacerante, quase sempre irreconstituível, porque o amor exposto aos olhos da humilhação e da mentira já não consegue mais o aconchego da confiança. 


Não quero assim colocar a graça de Deus e o perdão numa caixa de fósforos, só quero dizer que há vidas irretornáveis, mas sempre dispostas a continuar a busca pela felicidade. Ninguém, absolutamente ninguém nasceu para sofrer, mas para ser feliz, apesar de todas as vicissitudes humanas. Que cada um construa a sua história de começos e recomeços corajosos!

Antonio Marcos
 

Beleza é fundamental?

Vitral quebrado da Catedral de Angelopolitana
 Vivemos na sociedade do espetáculo, e nela costumamos valorizar mais o que aparece do que o que realmente se é. Assim, identificamos e reduzimos a beleza a uma determinada estética corporal, baseada num padrão, num modelo ao qual se deve aspirar e consumir. A imposição desse modelo gera uma obsessão para quem nele deseja enquadrar-se, e uma fonte de lucros para quem o proporciona. Há um joguete de mercado, de consumo, subjacente a essa proposta de beleza. Os interesses não são da ordem da preocupação com o bem-estar e a felicidade da pessoa. A indústria da malhação, da dieta, dos cosméticos, das cirurgias plásticas, investe fundo, na ânsia humana de tornar-se desejável, por meio do visual.

São muitas as promessas que fazem, de eternização da juventude, notadamente para o corpo feminino. Nessa (des)medida do mercado, não somos nós que decidimos se somos belas, como seremos belas, mas as pessoas, aquelas que nos observam ou nos devoram com o olhar, ou o mercado, sempre de olho no lucro.

Para tornar-se “desejável” para atrair o olhar do outro desejante, investe-se muito, consome muito tempo e dinheiro. Consome, em larga escala, os produtos dessa indústria estética programada, pensada, que pode produzir efeitos interessantes, mas muitas vezes sem alma e até inconsequentes. Muitas pessoas anoréxicas e bulímicas são filhas de processos tirânicos do “tornar-se bonita”.

São, às vezes, projetos de beleza que atingem a saúde, fazem adoecer. Sem dúvida, há um gozo feminino no seduzir pelo corpo, como há um gozo masculino no olhar, no ver, no consumir a estética que um corpo revela. Há uma espécie de convergência nesse “gozo perverso” da mulher mostrar e do homem ver. Contudo, a verdadeira atração se dá quando a aparência estética revela a pessoa interior que se é; quando a beleza externa é uma confirmação da identidade interna, da experiência subjetiva de sentir-se belo.

Como outras dimensões do humano, a beleza não é algo meramente externo, colado ao real do corpo, inscrição, forma ou detalhe. A beleza reúne aspectos de fora e de dentro do sujeito. É conjunto, e é detalhe imperceptível. É visual, e é aura que se sobrepõe ao corpo. É algo que procede de um ponto, e trafega por interações relacionais. A estética que encanta, tem alma, não é casca, não é periferia, pedaço ou padrão. Ela reúne alma e corpo, na experiência do sentir-se bem consigo e diante do outro. Blaise de Pascal nos faz refletir: “Quem ama alguém por causa de sua beleza o amará? Não, pois a varíola, que matará a beleza sem matar a pessoa, fará que o deixe de amar... Portanto, nunca se ama ninguém, mas somente qualidades”.

Se construirmos uma beleza interna, o outro pode nos amar por essa porção indestrutível que transborda de nosso ser. Nessa dimensão, poderíamos começar também a viver a ventura de sermos homens e mulheres, ambos objetos consentidos do desejo e do prazer um do outro, numa reciprocidade de encantamentos e permissões, onde simplicidade, estética e ética fazem a alegria das relações.

Dra. Zenilce Vieira Bruno, Psicóloga, sexóloga e pedagoga 

Fonte: Publicado no Jornal O Povo (Opinião), Domingo, 12 de julho de 2015.
 

Namoro: escola de aprendizados felizes, apesar dos desafios

Partilhar a vida a dois é um anseio do coração humano, uma vocação, uma vivência que passa por muitas experiências de aprendizado e chega à maturidade.  Um caminho de altos e baixos porque, infelizmente, além das virtudes, talentos e habilidades trazemos também as nossas experiências negativas, nossas ausências e debilidades na arte da convivência, na construção e cultivo de valores que fazem a vida a dois possível e feliz, vocacionada a uma continuidade sempre frutífera. 

Essa partilha em forma de convivência começa com os graus da relação, tais como a amizade e o namoro até os níveis mais compromissados. Sempre escutamos os outros falarem de respeito, confiança, diálogo, acolhida do jeito de ser do outro, correção fraterna capaz de “ganhar o outro”, não de humilhá-lo e isolá-lo do anseio conjunto pela concórdia e pela felicidade, e tudo isso é verdade, mas esse processo tem um preço. O que fazemos com nossas descobertas? Como lhe damos com nossas mazelas? Como construímos juntos o namoro que deve nos preparar para uma convivência afetiva duradoura? A resposta não é tão simples, é pessoal e dos enamorados.

O namoro como experiência de encontro mútuo que leva à simbiose natural do enamoramento, não ignora os defeitos um do outro, mas os inclui no processo que deve ajudar a ambos se conhecerem, refletirem e mudarem. Essa mudança não pode ser imposição, mas um movimento do amor. Não deixamos de ser quem somos, apenas vivenciamos o feliz desafio da convivência humana e afetiva. O outro a quem amo não me anula, mas me promove, e toda promoção gera uma mutação no coração e na mente, nas ações e nas omissões. O namoro já é assim uma escola de aprendizados felizes, apesar dos novos desafios que hoje vemos.

Eu rezo a Deus para que o namoro redima mais do que “condene”. A felicidade tem a sua escola, não é aprendizado finalizado, mas sempre em construção. Antes de sermos cônjuges e família, que sejamos pessoas que fazem da convivência do namoro uma forma de dar crédito ao amor e ao respeito pelo outro.

Ant. Marcos
 

Atenção pais e educadores, o assunto é suicídio!

Considerações: Considerei importante publicar essa matéria sobre uma questão delicada, mas importante, que é o tema do suicídio entre os adolescentes e jovens, principalmente pela ação de alguns grupos na internet que fazem a apologia ao ato. Pais e Educadores precisam despertar para a questão. Aproveito e complemento o texto abaixo informando que a Igreja Católica, através dos órgãos competentes, mas também de grupos e pessoas comprometidas em ajudar os jovens e adultos, estão sempre disponíveis nas Paróquias, Comunidades e Movimentos para um serviço de orientação, mas imprescindivelmente deve ser inserida a ajuda de um profissional na área. Todos nós precisamos olhar de frente o desafio e apresentar luz no caminho dos que demonstram sinais de uma vida sem sentido ou mesmo desorientada pelos problemas e sofrimentos humanos. Que descubramos e vivenciemos o amor na oportunidade chamada hoje, antes que seja tarde demais.  

REPORTAGEM

“Recebi uma mensagem, no WhatsApp, dizendo que existiam alunos, de várias escolas, que falavam em suicídio”. A informação é compartilhada pela mãe de duas crianças (de nove e 11 anos) da Capital, que pediu para não ser identificada. A conversa é por telefone e condicionada ao sigilo. Em outra tentativa de abordagem do assunto que se propaga pelo aplicativo de troca de mensagens, uma segunda mãe sintetiza: “Estamos angustiadas porque não sabemos como falar sobre isso”.

O suicídio - terceira causa de morte de jovens (15 a 29 anos) no Brasil (atrás dos acidentes de trânsito e dos homicídios) - é um assunto silenciado. “Acho o suicídio um assunto brutal”, considera uma das mães ouvidas pelo O POVO. “Mas, ultimamente, me vejo na obrigação de antecipar assuntos que não são da idade deles”, equilibra.

O alerta sobre grupos virtuais que estariam incitando o suicídio de adolescentes, repassado com urgência e superficialidade via WhatsApp, instaura espaços para conversas necessárias, destemidas e permanentes. Dessas que perguntem e que compreendam, que olhem nos olhos e que abraçam.

SENTIMENTOS

É preciso conversar sobre suicídio com menos espanto e mais clareza. Especialistas desmitificam: tocar no tema não significa induzi-lo. “Vai depender de como a abordagem é feita”, une o psiquiatra Fábio Gomes de Matos e Souza, coordenador do Projeto de Apoio à Vida (Pravida, extensão da Universidade Federal do Ceará - UFC) e diretor regional da Associação  Brasileira de Psiquiatria.

Uma ajuda profissional é indispensável para alcançar os vazios emocionais, mas um primeiro passo pode ser dado tanto em casa como na escola. “A curiosidade sobre o tema vai existir, quer o pai ou a escola se posicionem, ou não. É melhor criar canais para que a pessoa possa ser ajudada. E tem que ser de imediato”, diz o psiquiatra.

Para começo de conversa, orienta, “é saber se o seu filho adolescente tem planos para o futuro”. Nesse sentido, você vai tatear caminhos que levam do pensamento ao coração. “É procurar ouvir: ‘Me fale sobre seus sentimentos em relação à vida’”, indica Fábio.

VÍNCULOS

Os especialistas auscultam, “individualmente, a história de vida” em busca do que o senso comum não consegue perceber, diz Caroline Bezerra Morais, estudante de Psicologia e integrante do Pravida. Mas há sinais visíveis na convivência. “A pessoa começa a se isolar mais”, exemplifica Caroline. Por isso, completa, é fundamental que pais, amigos, educadores se mantenham atentos “às mudanças de comportamento e não menosprezá-las”.

 O sofrimento, diferencia, é produzido na vida de alguém. Sentenças como “isso passa” ou “é coisa da idade” naturalizam o sofrimento e silenciam o que precisa ser dito. “Uma forma de prevenir o suicídio é deixar a pessoa falar (sobre o que sente)”, insiste Caroline.

Além dos pais, nesta conversa, a escola tem um papel transformador. “A escola tem obrigação ética de discutir isso e se omite. Os pais se omitem, as igrejas se omitem... É um assunto-tabu, infelizmente”, avalia o psiquiatra Fábio Gomes de Matos. “Existem determinados conteúdos que fazem parte da vida mas que, pelo tabu, não adentram a escola. Precisamos criar abordagens para começar a falar do assunto e oferecer alternativas para que pessoas possam ser ajudadas”, traça Erasmo Ruiz, professor do curso de Psicologia da Universidade Estadual do Ceará e especialista em Tanatologia.

“É importante que a escola crie espaços e ações onde os adolescentes possam perguntar e falar sobre o tema. A principal forma de prevenção é criando esses espaços. Palestras que esclareçam, mostrando dados, desmitificando questões, falando abertamente”, dialoga Caroline, que estuda casos de suicídio entre pré-adolescentes - um público “com 11, 12 anos” que tem inaugurado novas abordagens entre os especialistas. Histórico familiar, transtorno mental, uso de drogas, depressão e ausência de vínculos (com familiares, amigos e o próprio lugar) podem disparar o problema. Mas, até compreendê-lo, muitos porquês ainda são desconhecidos.

OUTRAS CONEXÕES

Mesmo a relação entre depressão e suicídio “é complexa”, pondera Erasmo Ruiz. “Tem uma famosa música do Renato Russo (“Pais e filhos”), que trata a questão do suicídio e diz: ‘Nada é fácil de entender’”. Entre vida e morte, existem nuances, profundamente, humanas e singulares. “Há uma dificuldade crescente de estabelecer significados para a própria existência”, atenta o psicólogo.

 É urgente restabelecer conexões que nos salvam. “Tenho que colocar um dia para estar com meu filho, vendo um filme, passeando. Os jovens estão carentes desse contato mais próximo. Podem até sinalizar que não precisam, mas, muitas vezes, a legenda é: ‘Quero ficar com você, quero ser importante na sua vida’. E os canais de diálogo podem ser estabelecidos. Outro conselho: subverta a agenda. Será que todo compromisso é, realmente, importante? E aqui me lembro de outra máxima do Renato Russo: ame as pessoas como se não houvesse amanhã”, sublinha Ruiz.

Os jovens estão carentes do contato mais próximo. Muitas vezes, a legenda é: ‘Quero ser importante na sua vida’ 

SAIBA MAIS

A Internet tem tornado mais insensível a relação com a morte, avalia o psiquiatra Fábio Gomes de Matos e Souza. Para ele, é preciso que se estabeleçam medidas que bloqueiem acessos a sites que induzam ao suicídio.

Pais e educadores, orientam os especialistas ouvidos pelo O POVO, precisam participar mais do universo virtual em que mergulham os adolescentes. Com respeito e diálogo. “A proibição tem que ser negociada, não pode ser imposta”, sugere Caroline Bezerra Morais.

Induzir, instigar ou auxiliar alguém a suicidar-se é crime com penas de reclusão, detalhadas no artigo 122 do Código Penal Brasileiro.

Também é de responsabilidade dos governos, nas três esferas de poder, elaborar políticas públicas que previnam o suicídio. A violência urbana tem causado medo e isolamento. E faltam locais que aglutinem os jovens “em projetos coletivos de busca de felicidade e de contentamento”, assinala o psicólogo Erasmo Ruiz. 

BUSQUE AJUDA

Pravida - projeto de extensão da UFC e que presta atendimentos individuais. Em março, o Pravida, como apoio do O POVO, oferece o VIII Curso de Prevenção ao Suicídio, aberto ao público. Informações: www.pravidaufc.webnode.com.br ou pelo telefone: 3366 8149.

Centro de Valorização da Vida (CVV) - voluntários oferecem apoio emocional. Contatos: www.cvv.org.br.


Fonte: Jornal O Povo, domingo 22/2 (DOM/Reportagem): Pais e Filhos – Como se não houvesse amanhã, Jornalista Ana Mary C. Cavalcante.
 

Queremos Deus 2015: Levados pela caridade de Cristo!

Na tarde deste domingo, 22 de fevereiro de 2015, no estádio Presidente Vargas, Fortaleza-Ce, terá início a 26ª edição do Queremos Deus. Trata-se de um acontecimento de fé que reúne milhares de pessoas para viverem o louvor a Deus, a oração, shows evangelizadores com músicos católicos, pregação e Santa Missa. A edição de 2015 é comemorativa ao Centenário da Arquidiocese de Fortaleza (1925-2015), e tem como lema: “Levados pela caridade de Cristo” (II Cor 5,14). O fundador da Comunidade Católica Shalom, Moysés Azevedo, será o pregador e a Santa missa será presidida pelo Arcebispo de Fortaleza, Dom José Antonio Aparecido Tosi Marques. 

O Queremos Deus é, de fato, um momento especial de fé e de ação de graças, uma ação evangelizadora eficaz. Embora com poucos intervalos sem ocorrer por motivos logísticos, o evento sempre teve sua sequência e acolhida e desempenhou sua parte missionária, atendendo aos apelos do últimos pontífices, João Paulo II, Bento XVI e agora Francisco por uma “parresia” e criatividade na evangelização. Quem vos escreve é testemunha da bênção desse evento eclesiológico, realizado pela Família Carismática do Ceará.

Temos muito a que celebrar como Arquidiocese de Fortaleza e como povo de fé. Os contratempos e as adversidades deste tempo devem mais ainda despertar em nós a necessidade de vivermos a caridade de Cristo na fraternidade e no anúncio da salvação em Jesus Cristo. Essa salvação deve ser primeiro um acontecimento renovado na nossa própria vida cada novo dia. Muita gratidão a Deus pelos frutos do Queremos Deus na minha vida, na vida da minha comunidade de fé e da Igreja de Fortaleza.
  

Ant. Marcos
 

Reserva de felicidade

Dra. Zenilce Vieira Bruno, Psicóloga, Sexóloga e Pedagoga

Leitores acostumados com meus artigos, reconhecem a expressão do título, muitas vezes usadas quando me refiro a aproveitar oportunidades de sermos felizes e de não segurar emoções. Acredito que podemos nos relacionar voluptuosamente, extraindo alegrias dos momentos de encantamento, nos aprofundando lenta e saborosamente nas delícias de um mundo volátil, que nos oferece coisas simples, nutrindo nas grandes e pequenas alegrias do amor, sabedoria de convívio, de toque, de bem-estar vivenciado com amigos, familiares e amores. Sonhamos com felicidade, de preferência absoluta, estonteante e definitiva, mas isso é fantasia. Ela é sentimento simples, perto da suavidade e da paz, que das conquistas extremadas de bens, culto do corpo e de si mesmo.

Adoro reencontros com colegas do passado. É inacreditável como parece que nunca nos separamos. Falamos de vidas e intimidades como se estivéssemos sentados no corredor do colégio. Naquela época falávamos de pais, irmãos e paqueras. Hoje falamos dos anos que estivemos separados com a empolgação e confiança que tínhamos na adolescência em contar segredos. Fico encantada com isso. Não abro mão desses momentos e da possibilidade de me sentir feliz. Saímos renovados, animados e com datas marcadas para os próximos. E mesmo que não cheguem a acontecer, valeu a pena. Este é um sentimento de felicidade interna, mesmo que algo externo a promova. O homem contemporâneo é inquieto e assustado, em seu modo de inventar-se um sujeito feliz.

Encontro à felicidade neste caminho da amizade e do amor. Penso que são possíveis saídas ao dilema que vivemos, por um lado, a saturação das relações pós-modernas globalizadas, e por outro, a solidão ameaçadora. Essas relações possibilitam-nos outra aprendizagem democrática. Afinal, é nesse conviver que exercitamos tolerância, respeito, entendimento, desconstrução de ideias, a reinvenção de nós mesmos, a politização dos sentimentos. O ato de escrever sobre isso, me faz pensar em estimular amigos leitores a incrementar e valorizar a ética da amizade, a política do bem querer. Amigo não é só aquele que conforta no abatimento, mas, que vibra com nossas vitórias. Alegrar- se com a alegria do outro é das mais puras expressões de generosidade. Muito da graça da vida devemos aos amigos e familiares. A eles, dedico essas reflexões.

Para o ano novo, podemos sonhar com humanidade mais cordial, o que acontecerá quando começarmos a ser mais amáveis com os outros, principalmente os mais próximos de nós. A amizade pode ser o caminho de amorosidade necessário ao bem-estar das relações, nos proporcionando a sonhada felicidade. Podemos nos reencantar com outras coisas, simples e belas: deixar-se atingir pela emoção do encontro, da palavra, da brincadeira, do presente. Podemos sim, autorizar a emoção da coisa simples que há na vida e no viver. Deixemos nosso riso frouxo quando estivermos ao lado de quem queremos bem.

Como articulista e com a honra de escrever o que penso que o jornal me conferiu, desejo a todos feliz ano novo, tendo a ousadia de oferecer o artigo de hoje a todos que passaram pela minha vida e me ajudaram a ser feliz. Para os que eu não conseguir mais abraçar...muita saudade!


Fonte: Publicado no Jornal O Povo (Opinião), Fortaleza, 28/12/2014.

 
 
 
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