2019-02-02

Perfeita Contradição: "Nem tudo que é não nos nega"


Preciso dizer que "Perfeita Contradição", canção da autoria do Pe. Fàbio de Melo, que tem a participação de Fagner, é uma das mais lindas poesias do artista. Uma letra carregada de sentido, de filosofia, teologia e de nossas experiências com a fé e o amor a Deus. Vale muito a pena refletir! (cf. Vídeo no Final do Texto)

Na dor da peleja há luz,
No riso tem lágrima
No adeus da saudade a voz que promete
Que em breve vai regressar

Na fé que eu já sei de cór
Tem dor que eu não sei rezar
Há verbo que adjetiva
Sujeito em perfeito amar

Nos dias que o tempo leva
Memórias que vão chegar
No avesso que não se mostra
Segredos pra se levar

Nem toda reza é santa
Nem todo escuro é breu
Nem toda beleza encanta
Nem tudo que tenho é meu

Nem todo amor nos ama
Nem todo ateu sem Deus
Nem tudo que não nos nega
Nem tudo que sou é meu

No céu do sertão tem mar
Na espera de renascer
No olhar sertanejo há sede de chuva
É crivo que clama ao céu

Na dor que eu já sei de cór
Na fé que não tem razão
Tem vértice no horizonte
Perfeita contradição

Nos dias que o tempo leva
Memórias que vão chegar
No avesso que não se mostra
Segredos pra se levar

Nem toda reza é santa
Nem todo escuro é breu
Nem toda beleza encanta
Nem tudo que tenho é meu

Nem todo amor nos ama
Nem todo ateu sem Deus
Nem tudo que não nos nega
Nem tudo que sou é meu

Nem toda reza é santa
Nem todo escuro é breu
Nem toda beleza encanta
Nem tudo que tenho é meu

Nem todo amor nos ama
Nem todo ateu sem Deus
Nem tudo que não nos nega
Nem tudo que sou é meu

Nem tudo que sou é meu
Nem tudo que sou é meu
Nem tudo que sou é meu
Nem tudo que sou é meu

Artista: Fábio de Melo
Artista em destaque:
Fagner
Álbum: Deus no Esconderijo do Verso
Data de lançamento: 2015

ACESSE O VÍDEO: Perfeita Contradição

2019-01-26

Mariana e Brumadinho: lama e lágrimas



 A foto da cadela nos ombros do bombeiro, emocionante e chocante, não diz respeito a Brumadinho – MG, por ocasião do rompimento da barragem da Vale (rejeitos de minério), no córrego do feijão, à tarde da sexta-feira, 25/1, ocasionando centenas de desaparecidos e mortes que já foram confirmadas. Porém, a foto diz respeito ao que aconteceu em Mariana (MG), há três anos (2015). Naquela ocasião foram confirmadas 19 mortes e grandes prejuízos, tendo repercussão nacional e internacional. Protestos no país foram feitos pedindo providências aos governantes.


Pois bem, a cadela se chamava Nina (11 anos) e foi resgatada por um bombeiro naquele lamaçal. Transportada nos ombros foi levada ao canino de Mariana, quando teve a oportunidade de encontrar o seu dono, o açougueiro Aguinaldo Pereira Gonçalves (que perdeu a propriedade e outros animais). Nina, diante do encontro, demonstrou uma mistura de sentimentos que podiam apenas ser decifrados pelo sorriso de Aguinaldo. A foto que voltou ao cenário nacional para novamente ilustrar a tragédia repetida em Brumadinho foi divulgada naquela ocasião pela agência de notícias Agence France-Presse (AFP).


 Uma nova tragédia – ou melhor, crime – aconteceu e grandes são as consequências. A Vale, que teve grandes lucros em sua ações em 2018, pouco fez pelo povo em Mariana. Irresponsabilidade, sobretudo, política que abranda tais crimes ambientais e humanos. Brumadinho chora mergulhada na lama, provocada pela irresponsabilidade da Vale. Os bombeiros estimam mais de 300 desaparecidos, sem contar os animais e todas as propriedades destruídas. Um crime sem tamanho!

 O Brasil cobra do Governo ações eficazes para acabar com a farra da destruição humana e ambiental por parte da Vale. Famílias, sonhos e projetos destruídos, o que nos entristece! Pedimos a Deus o consolo para os familiares da vítimas e a esperança para seguir adiante. Que essa tragédia não caia no esquecimento outra vez!

Por Antonio Marcos

2019-01-24

O sentido do conteúdo que nos alcança diariamente



Os dias fazem saltar sobre nós a avalanche dos fatos e das notícias que nos sufocam pelo volume e velocidade, muitas vezes! Além de todas as nossas tarefas e responsabilidades, além daquilo que precisamos digerir, processar, entender e comunicar, necessário se faz permitir que a mente e o coração respirem, não sejam adormecidos pela fadiga.

Nem sempre a vivacidade é sinônimo de interação e inteireza com os contextos que perpassam a nossa vida. Há barulhos e vazios em tantos alardes. Há sentido e preenchimento em muitos silêncios. Mais do que ter tantas informações, melhor seria encontrar as entrelinhas e o sentido do conteúdo que nos alcança diariamente.

Já não podemos decifrar, muitos menos julgar os pensamentos e reações das pessoas, embora seja inevitável o desconforto com quem banaliza a verdade e não sabe diferenciar o virtuoso do "vicioso". Os dias pedem sensatez para entendermos antes de comunicar, visto que as pessoas selecionam o que querem ouvir e entender. O pior é que o não selecionado se torna potencial ao descarte, descaracterizado de qualquer valor e sentido.

Nunca nos faltará a avalanche de informações de que dispomos hoje. Há riqueza de conteúdo e há pobreza de espírito. O coração e a mente precisam do essencial, não de apenas informações que não ajudam e não plenificam. Sejamos pessoas portadoras do bem e aprendamos a comunicar o que dignifica aos outros.

Por Antonio Marcos

2019-01-23

As expressões criativas do amor



Quando ainda não tínhamos os meios eletrônicos de que dispomos hoje para uma instantânea comunicação tive o hábito de expressar os sentimentos através da arte da escrita, dos cartazes,  cartões manuscritos e estilizados. Tudo foi muito emocionante e divertido!

Os amigos celebravam a homenagem, sempre carregada pela beleza artística, a poesia e a “sensibilidade nas palavras”, como assim descreviam!  O filósofo Platão escreveu: “A força do Bem refugiou-se na natureza do Belo”. As pessoas são atraídas pelos gestos cheios de beleza! Foi um tempo particular, embora o mais provável é que, com o passar do tempo, os nossos papéis se desfaçam e sejam, inclusive, descartados, desfeitos. Isso não quer dizer que não tenham tido sua importância e ação feliz na nossa vida. O mais salutar é o que assimilamos de bom pelo gesto de amor, atenção e amizade. Isso permanece!

Estamos em outros tempos e temos diferentes formas de expressão do que sentimos pelo outro. A comunicação está cada dia mais qualificada, porém, não deveríamos perder a ousadia e a beleza da arte interior. Há pequenos gestos de amor que geram grandes impactos no coração e na alma, muito mais do que grandes presentes, detalhes muitas vezes ignorados por muitos! Deus está, sobretudo, na beleza do amor, como bem descreveu Santo Agostinho: “Tarde Vos amei, ó Beleza tão antiga e tão nova. Estavas comigo e não eu contigo!” (Confissões 10,27). 

Expresse o seu carinho, cuidado e amor, seja como for, mas que seja sincero, criativo, autêntico e original! Não deixemos morrer em nós a "ingenuidade do amor".

Por Antonio Marcos

Papa Francisco com os jovens na Jornada Mundial da Juventude 2019



Papa Francisco chegará no Panamá nesta quarta-feira (23), por volta das 16h30 (BSB), para a 34ª edição da Jornada Mundial da Juventude. DADOS: Esta é a 3ª JMJ do papa Francisco, de 82 anos, e a primeira organizada em um país da América Central; O Panamá (com 3,4 milhões de pessoas e 2,7 milhões de católicos) é o 40º país visitado por Francisco desde que foi eleito em 2013, em sua 26ª viagem ao exterior; 200.000 jovens católicos de 155 países esperam o Pontífice. Tema: "Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra" (Lc 1,38). O Papa permanece até domingo, 27/1, encerramento. 


Na sua Mensagem endereçada aos jovens da JMJ no Panamá diexou claro que "as vocações são caminhos de seguimento a Jesus cristo e serviço aos outros, porém, antes de tudo, é preciso ter a coração da escuta a resposta generosa".

Com a intercessão de Nossa Senhora, nossas orações pelo Papa Francisco!

Por Antonio Marcos

2019-01-21

As religiões na minha vida


 “21 DE JANEIRO] O Brasil comemora – NO DIA MUNDIAL DA RELIGIÃO - o Combate à Intolerância Religiosa. A ideia é incentivar a convivência pacífica entre todas as diferentes ideologias religiosas e doutrinais, evitando a intolerância religiosa. Isso porque as questões religiosas sempre foram motivo para as piores guerras e conflitos que a humanidade já presenciou” (Aleteia).

Faço apenas a memória de que essa tolerância, fruto da experiência pessoal, a qual exige coragem e humildade, sem perder ou ter que rever algumas convicções, é indispensável na vida. Sempre tive amigos e amigas de outras religiões e é inegável o que aprendi com eles. Confesso que foi rico escutá-los, pensar minha fé, conhecer a fé deles e, sobretudo, sentir o seu coração, suas razões. Hoje eu entendo melhor o quanto isso é responsável pela construção da paz!

Por Antonio Marcos

Filofobia: supere o medo de amar


Você tende a se afastar quando começa a gostar de alguém? Então leia isto

Você sente medo só de pensar em formalizar uma relação? Isso é o que costumamos chamar de complexo de Peter Pan. Porém, esse comportamento pode esconder um problema maior: a filofobia, que é o medo de se apaixonar e amar principalmente por medo de sofrer. É que o amor inclui entrega e, em uma distorção de sentimentos, podem haver pessoas que têm mais medo dessa suposta parte “negativa” dos relacionamentos. Mas, como para todas as fobias, existe cura para isso. Saber identificá-la é parte da solução.

Os psicólogos lembram que filofobia costuma aparecer em pessoas que tiveram algum trauma. Ou seja: este tipo de comportamento tem uma origem. Pode ser um episódio muito grande ou um simples desamor na juventude.

Por isso, os especialistas dizem que é fundamental enfrentar os desafios da superação depois do término de um relacionamento. Vale lembrar que o medo de amar pode levar à solidão e até à depressão.

Estas são as recomendações dos psicólogos:

1. Não ter medo dos problemas
Os desencontros são os principais medos em qualquer relação. O importante é comunicar, ter respeito com o outro e manifestar nosso ponto de vista. Não podemos nos fechar nem fingir que está tudo bem. Isso machuca. Mais do que esconder os problemas, é preciso aprender a enfrentá-los e negociar;

2. Conhecer seus valores
Parece fácil, mas conhecer a si mesmo é uma das tarefas mais difíceis que podemos encontrar. Nesta vida corrida, às vezes nem paramos para pensar em quem somos e quais são os nossos valores mais firmes. Faça isso. Essa atitude vai te ajudar a enfrentar os problemas conjugais e cotidianos com mais força e determinação;

3. Se você não vê saída, procure um terapeuta
Em casos mais graves, quando há manifestações físicas como tremores e suor nas mãos, é preciso procurar um terapeuta. Fechar-se ao amor é fechar-se à sociedade, quando estamos destinados ao contrário. Somos destinados a amar, a doar, a compartilhar. E precisamos fazer isso sem medos, sem colocarmos muros. Porque a filofobia é um muro interno. E, apesar da ajuda externa, só você poderá derrubá-lo. Para receber segurança e amor dos outros, primeiro você tem que estar disposta a isso. Em muitas situações, o amor é interpretado de forma errada e, com isso, criam-se ideias egoístas. E lembre-se: para estar bem com o outro é preciso estar bem consigo mesmo.

Quando você superar a filofobia e estiver querendo se entregar a um novo amor, você vai se render às cinco fases do amor.

 Fonte: Aleteia, por Maria José Fuenteálamo , Jan / 2019


2019-01-07

Indicar um livro e renovar a esperança



Recentemente, dezembro de 2018, uma amiga distante chegou a me perguntar o que deveria ler, visto que havia se afastado das leituras pela correria da vida e andava desanimada para viver o retorno, embora desejasse muito. Queria uma indicação e apostava em mim. Eita, um desafio!

Falei-lhe que o interessante, nessas ocasiões, seria escolher uma leitura, talvez um romance, um conto, um drama, uma história breve, mas atraente, que fosse leve e ao mesmo tempo a prendesse e a ensinasse uma grande lição. Veio-me na cabeça, então, a memória do Best-seller “O Velho e o Mar”, romance, do literário Ernest  Hemingwai (1899 – 1961, EUA).

“Esta é a história de um homem na solidão do alto mar, com seus sonhos e pensamentos, com sua luta pela sobrevivência, com sua inabalável confiança na vida. Com esse fio de enredo – tenso fio como o que prende na ponta da linha o grande peixe que acaba de ser pescado – Ernest Hemingwai arma uma das mais belas obras da literatura contemporânea. O Velho e o Mar é um livro imortal, uma obra-prima do nosso tempo. (...) Um simples pescador de mãos calojas, que não esmorece diante dos embates e vicissitudes da vida, e que sabe receber triunfos e derrotas com a mesma força de espírito, pode ser um grande homem” (Ênio Silveira, contracapa).

Um dos livros preferidos da minha vida e história! Ele dá uma lição para cada um de nós porque nos vemos ali, naquele Velho, no meio do mar e na luta para vencer o peixe, que por alguns momentos achamos não ser possível. Vemos-nos lá com nossos desafios e esperanças. Sim eu a indiquei e dois dias depois ela me confirmou que conseguiu o texto em PDF com uma amiga e o lerá com muito prazer! Aguardarei seu retorno, certo de que, mais do que voltar a ler, será uma volta para dentro de si mesma. #boaleitura

Por: Antonio Marcos